sábado, 26 de maio de 2012


ONU pede fim das execuções cometidas pela PM no Brasil
25 de maio de 2012  12h13  atualizado às 21h12


Vários países do Conselho de Direitos Humanos da ONU pediram nesta sexta-feira que o Brasil acabe com as execuções extrajudiciais cometidas pela Polícia Militar, lém de prender e julgar os culpados. Esta foi uma das principais recomendações dos membros do Conselho de Direitos Humanos no Exame Periódico Universal (EPU) do Brasil, avaliação à qual são submetidos todos os membros da organização.
Muitos dos países que discursaram na sessão (Dinamarca, Espanha, Estados Unidos 
e Grã-Bretanha, entre outros) se referiram às execuções extrajudiciais cometidas pela 
Polícia Militar, e solicitaram o fim da prática e a prisão e julgamentos dos responsáveis.
 "Recomendamos ao Brasil que revise os programas de formação de policiais para que 
acabem com os casos de execuções extrajudiciais. 
O uso da força deve ser feito quando estritamente necessário", afirmou o representante 
espanhol.
Além disso, algumas nações, como a Dinamarca, recomendaram o fim da Polícia Miliar. 
"A Dinamarca 
recomenda que o governo do Brasil trabalhe para abolir o sistema de Polícia Militar e 
promova medidas 
mais efetivas para reduzir a incidência das execuções extrajudiciais".
Enquanto isso, Seul lamentou a presença de "esquadrões da morte" em alguns Estados, 
provocando 
sérias violações aos direitos humanos, e pediu que o governo atue rapidamente no sentido 
de acabar 
com eles. Muitas delegações ainda se referiram à necessidade de "melhorar" as condições 
carcerárias 
e de todo o sistema judiciário para evitar a corrupção, garantir a independência dos juízes, 
além de 
conscientizar advogados, promotores e juízes sobre a violência doméstica.
Por fim, os países-membros exaltaram que o Brasil tenha "quase" completado, dois anos
 antes do 
prazo, os Objetivos do Milênio, metas de desenvolvimento socioeconômicas estabelecidas 
em 
2000 pelas Nações Unidas para serem cumpridas até 2015.
EFE
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